4/12/2009

Domingo

Todo domingo tem no céu do entardecer um envoltório fúnebre, próprio do dia do descanso. O silêncio religioso do domingo é um convite ao solitário pensar sobre a vida. Saudades do tempo em que vivemos, do tempo em que não vivemos, o cálculo das idas, das vindas, das reviravoltas, do tempo em que ficamos simplesmente estagnados. Os entendimentos, os desentendimentos, as pessoas que conheci, as que não me cumprimentam mais, as que se foram e jamais voltarão.
As outras pessoas, fora do meu domingo solitário e fúnebre de lembranças, sobrevivem ao domingo pensando no dia de amanhã.

2 comentários:

M. disse...

Hoje é domingo, pé de cachimbo, o cachimbo é de ouro, bate no touro, o touro é valente, bate na gente, agente é fraco, que cai no buraco, o buraco é tão fundo, acabou-se o mundo.

Aldemar Norek disse...

Não sei de qual dos dois gostei mais.
Muito bom.
Saudações...
aldemar