4/11/2012

désir







mover as mãos delicadas
japanese
Butterfly

olhar par des yeux
bleus
de Bovary

gingar o corpo
afrobrasileira
mente

brincar
tupi
guarani

devir
um brinquedo
colorido

e seu menino

vibrar
corda de violino esticada
véu desmanchado em cachoeira alta
que se espalha em minúsculas gotas
até misturar-se às folhas, flores, animais

não-ser

esquecer.



5 comentários:

Eliana Pougy disse...

Acho que essa poesia nunca vai acabar.

Eliana Pougy disse...

Agora acabou!

Marceli Andresa Becker disse...

Puxa, gosto deste poema...

Ele começa com uma dança cheia, inteira, cai como cascata de cá para lá - o tempo que se desentranha, água-

viva.
E ao final, de/cantação: um apagar sutil de luzes.

Belo!
Beijo,
Mar

Eliana Pougy disse...

Beijo querida! Gosto muito de você!

Marceli Andresa Becker disse...

:)!!! <3!