5/01/2009

"sinto, logo sou"

Cogito ergo sum
Era esse meu lema: penso logo existo
Ledo engano
Coitado do Descartes... não sabia de nada!
Que se dane se meus sentidos me enganam
Sinto, logo sou!
Sentio ergo sum!

5 comentários:

Álogos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Álogos disse...

Olá, Calvin.

Boas vindas a você.
Este seu poema lembra um problema colocado por Alberto Caeiro: ser é sentir, independentemente das querelas acerca da confiabilidade dos sentidos.

Abraço.

Eurico disse...

Ser é sentir por todos os sentidos, a começar pela visão. E não é o sentir/ver já uma interpretação?
Estamos, pois, fadados a ver. em vista disso, comprei um par de lunetas...rsrs

Receba o meu abraçamigo e fraterno.

Aldemar Norek disse...

CAlvin, tudo bem?
O Daniel me falou de vc...
Seja muito bem vindo à nossa birosca/espelunca!
Desculpe as poucas acomodações, a falta de móveis, a luz meio fraca....
Mas puxa a cadeira, toma uma dose e vamos em frente.
Abração.
aldemar

Daniel F disse...

Também dou as minhas boas-vindas! Uma coisa de nossa espelunca é que procuramos fugir um pouco daquele esquema de elogios etc. Se não a coisa fica meio vazia... Daí que pra não perder o costume vou dar o meu pitaco, seguindo intuitivamente o que disse àlogos: não é nem uma observação sobre o poema, mas sobre o tema em geral. Acho que o Descartes virou meio que a madrasta da filosofia (putz, e estou citando aqui ninguém menos que o chatonildo do Caetano Veloso que disse que o Roberto Carlos é a madrasta da MPB). E digo isso por causa do meu cartesiano mais amado: o Spinoza. Mas fora esse blablabla, não é que discordo do deslocamento do pensamento pro sentimento, mas é o deslocamento, na minha opinião e não um ou outro. Poderia ser assim?: penso, logo sinto. Que que você acha?, ou sinto, logo penso?