7/23/2010

Dar o fora 2

Sem porta de saída
O si mesmo
Se armadilha, a não ser
A luz que explode nos olhos
Contra os túneis.

Nas paredes há mensagens
Solicitações de alistamento em lutas
Derrotadas
Declarações anônimas de amor
Todas iguais, de alguém pra ninguém

Converso comigo

Em frente a cartazes rasgados
Também existem assinaturas
Ilegíveis, vestígios, só
O que resta dos gestos.

O negócio é jogar tudo
No chão
Quando, ao subir a escada,
A escuridão do túnel for rompida
Por fora. Por aí.

Dar o fora, antes que as sombras
Pesem demais
E você desista.





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