11/24/2006

Bruxa

Na frente da obra de arte
A montanha
O céu
O chão

E no meio deles
As caras reviradas
As sãs obs
ce
ni
da
des

Ditas somente por mim:

Eu sou a minha verdade
Eu sou a minha trindade
Eu sou a minha dança

6 comentários:

Daniel F disse...

Gostei disso "eu sou a minha dança". Acho muito bonitas construções que seguem esse sentido: pasearse.

Eliana Pougy disse...

Acho que eu vou tirar o final, tirar o E sigo rituais que são só meus. O que acha?

Aldemar Norek disse...

eu tiraria, Eliana. Este final tira a força da "oração" que é dita antes.

Anônimo disse...

Concordo com o Aldemar, Eliana. A não ser que você reinvente o final. Não tenho nenhuma idéia. Beijo
Daniel.

Eliana Pougy disse...

Feito!

Anônimo disse...

eliana, talvez uma notada diferença pelos demais (não os daqui, os outros que também somos nós) é o fato de ver a literatura como uma arte, sem ver fora dela, ou seja, para mim, a arte nada mais que a presentificação de minha vida e amargura. para mim, a poesia tem o gosto do sangue de uma facada.